O Canto de Pensar de Casual
Aqui não temos rodeios: dizemos o que pensamos e sonhamos o que dizemos. Sem filtros, sem pretextos.
Neste canto, contamos-lhe tudo o que nos faz vibrar: notícias que o vão surpreender, informações que o vão fazer pensar e reflexões que o vão fazer sorrir. Desde as últimas tendências hoteleiras até às histórias por detrás das nossas portas, encontrará aqui um pouco de tudo.
Como tal, se está pronto para uma viagem sem mapas, junte-se a nós!
Roteiro imperdível para levar seu cachorro a Valência: um dia de parques, cafés e praia com o seu cão.
Há planos que sabes que o teu cão vai adorar mesmo antes de saíres de casa. Basta pegar na trela e já está: orelhas espetadas, cauda em modo hélice e aquele olhar de “vamos, que estamos atrasados”.
Se estás à procura de um plano para passear por Valência com o teu cão, esta rota dog-friendly combina zonas verdes, bairros com esplanadas e até um encerramento junto ao mar. Podes fazê-la num dia completo ou dividi-la em dois se preferires ir sem pressas, evitar as horas de maior calor ou adaptar o passeio ao ritmo do teu cão.
O truque está em escolher bem os troços: caminhar pelo Jardim do Túria, fazer paragens urbanas em bairros confortáveis e reservar a praia de Pinedo como um fecho flexível, e não como uma caminhada obrigatória a partir do centro.
Um dia em Valência com o teu cão: pata ante pata
Valência funciona muito bem para uma escapadinha com cão porque combina longas zonas verdes, bairros fáceis de caminhar e espaços abertos perto do mar. Ainda assim, convém planear a rota por troços, especialmente se estiver calor ou se o teu cão não estiver habituado a caminhar durante muitas horas.
A parte mais confortável faz-se a pé entre o Jardim do Túria, o centro e bairros como Ruzafa ou El Carmen. A praia de Pinedo, por outro lado, encaixa melhor como um encerramento de tarde se te puderes deslocar de forma confortável, sem transformar o passeio numa maratona de patas cansadas.
Mapa do percurso num dia
O plano segue uma lógica simples:
- Início cedo passando por El Carmen, percorrendo um pouco do centro histórico.
- Avanço por troços verdes ligados ao Jardim do Túria.
- Pausa em El Carmen ou Ruzafa, segundo o ritmo do passeio.
- Fecho flexível noutros parques ou na praia de Pinedo.
Tempo estimado: a rota urbana com parques, pausas e almoço pode ocupar grande parte do dia. Se点 juntares Pinedo, pensa numa jornada completa, começando cedo e evitando as horas de maior calor, ou divide-a em dois dias para que o teu cão também desfrute do plano.
#TipCasual: Não calcules apenas o tempo de caminhada. Numa rota com cão é preciso somar os descansos, água, sombra, brincadeira, comida e deslocações. Essa margem é o que faz com que o percurso seja agradável e não uma maratona com trela.
Chegando por El Carmen para passear pelas ruas e fazer a primeira pausa
Se sais da zona do centro, uma excelente ideia pode ser passear por El Carmen até chegar ao rio. El Carmen fica à mão para trocar as ruas históricas, praças pequenas e fachadas com arte urbana pelo verde do grande passeio que nos espera.
É um dos bairros mais reconhecíveis do centro histórico de Valência: aqui estão as Torres de Serranos e as Torres de Quart, antigas portas medievais da cidade, e também o CCCC, um centro cultural instalado num antigo convento do século XIII.
Para esta rota, não é preciso ver tudo. A chave é usar El Carmen como pausa urbana: caminhar um pouco, tirar fotos, procurar sombra e escolher um sítio confortável antes de continuar. É muito agradável se, em qualquer momento da rota, quisermos voltar a El Carmen.
Antes de te sentares, confirma se continuam a aceitar cães e se têm espaço suficiente para que o teu companheiro de rota descanse sem ficar no meio da passagem. Em El Carmen convém parar bem, não caminhar demais: o bairro tem muito ambiente, mas com cão desfruta-se melhor procurando esplanadas tranquilas e evitando as horas de maior ruído.Começar o dia no Jardim do Túria
O Jardim do Túria é um dos melhores lugares para começar uma rota com cão por Valência. Ocupa o antigo leito do rio e cruza a cidade como um grande corredor verde com mais de 9 km, se o quiseres fazer completo. É um parque onde os cães têm de andar com trela, mas com amplitude para que tenham o seu espaço e diversão.
Quando passeias com o teu cão, notas isto rapidamente: há menos cruzamentos, mais espaço para caminhar e zonas onde parar sem cortar o passeio.
Se o teu cão se altera com bicicletas, runners ou trotinetes, evita as horas de maior movimento e procura as laterais do jardim. O percurso continua a ser confortável, mas bastante mais tranquilo.
O ideal é começar cedo, quando o parque está mais calmo e o chão ainda não acumulou tanto calor. Perto da Pont de Les Arts há um Circuito de Agility (Troço IV) útil para que o teu cão tenha um primeiro momento de brincadeira antes de continuar a rota. Ao longo do trajeto há 3 áreas de socialização de cães, onde podem andar sem trela (Troços VII Dog Park da Pont del Real, X junto ao Palau de la Música e XI que fica à altura do CaixaForum e do L'Oceanogràfic), além do já mencionado Circuito de Agility (Troço IV).
O parque do Jardim do Túria ou, como lhe chamam os valencianos, "o Parque do Antigo Leito" ou "o rio", abrange o pulmão verde de Valência. É fácil entrar nele a partir de bairros como Ciutat Vella e é a melhor forma de te orientares na cidade, pois pode ser acedido a partir de inúmeras passagens e há bastantes pontes.
Se ele ainda tiver energia, o Parque de Cabecera é uma das melhores extensões verdes do percurso. Está integrado no Jardim do Túria e soma trilhos para caminhar, zonas de descanso, mesas de piquenique, um lago e recantos onde se pode abrandar o ritmo antes de voltar para a cidade.
Este parque une-se a outro mais, La Canaleta. Ou seja, se tens vontade de andar por parques, a coisa pode ficar fora de controlo. A nossa proposta é que desfrutes, que tornes tudo o mais gerível e prazeroso para o teu animal de estimação. Não é preciso fazer "check" em todos os pontos da rota, por isso mesmo deixamos-te informação de algumas esplanadas pet-friendly para que possam escapar do parque em quase qualquer ponto.
Mudança de ritmo em Ruzafa
A transição para a cidade chega de forma natural. Depois do troço verde, Ruzafa muda a pulsação da rota.
Este bairro, situado a sul do centro e pertencente ao distrito de Ensanche, tem aquele toque de antiga zona independente que hoje se nota nas suas ruas com vida própria: cafés, esplanadas, restaurantes, pequenas lojas e ambiente local.
E uma boa zona para fazer a pausa mais longa do dia: comer alguma coisa, sentar sem pressas e deixar que o teu cão descanse antes de decidires se a rota termina aqui ou se continua mais um pouco.
#TipCasual: Em Ruzafa, o melhor plano não é correr para a paragem seguinte, mas sim abrandar o ritmo: escolher uma mesa confortável, hidratar, descansar e decidir se a rota acaba aqui ou se ainda há energia para prolongar o dia.
Embora saia um pouco da nossa proposta, no outro extremo de Ruzafa temos o Parque Central, com muitas zonas de água e mais passeios verdes.
Voltar ao verde em direção ao Parque Rio Túria, Cabecera e o Parque Central
Dependendo de até onde chegaste de manhã ou da vontade que vos reste, depois de Ruzafa podes voltar ao eixo verde para recuperar espaço, sombra e ritmo de passeio. O Parque Rio Túria mantém essa sensação de corredor amplo que atravessa Valência: caminhos para andar sem tantos cruzamentos, zonas onde parar e margem para o teu cão baixar as rotações antes de continuar.
Aqui convém ir com uma ideia clara: aproveitar a zona canina ou passear com trela, sem dar como garantido que todo o parque funciona da mesma forma para cães.
A chave não é fazer tudo, mas sim escolher o troço que melhor se adapte ao dia: mais sombra se estiver calor, mais pausas se o teu cão já estiver cansado e menos desvios se quiseres chegar com energia a Ruzafa.
O mar como encerramento na praia de Pinedo
Se depois da rota urbana ainda restar energia, a praia canina de Pinedo pode ser o plano de mar para fechar o dia. É uma zona habilitada para ir com cão em Valência, ampla, com areia e vistas para o porto, mas convém pensá-la como uma extensão flexível, e não como uma paragem obrigatória depois de caminhar por meia cidade.
Para desfrutares melhor, organiza a deslocação segundo o calor, o tempo disponível e a energia do teu cão. Na época alta, o mais sensato é evitar as horas centrais do dia, levar água, verificar se a areia não queima e rever antes as condições de acesso, porque a zona canina pode funcionar com datas, horários e normas específicas.
Uma vez lá, o percurso muda de ritmo: menos rua, mais areia e um final mais tranquilo junto ao mar.
Leva a documentação do teu cão em dia, respeita a zona sinalizada e mantém-no controlado em todos os momentos. Pinedo vale a pena se chegares com margem, e não se surgir como um último esforço depois de uma rota demasiado longa.
Como mover-te por Valência com o teu cão sem quebrar o plano
Mover-te bem evita que o dia seja cortado a meio do caminho. Em Valência, a parte urbana desta rota desfruta-se melhor a pé, porque permite ligar zonas verdes, bairros e pausas sem depender tanto dos transportes públicos.
#TipCasual: Para troços mais longos, convém rever antes as condições segundo o tamanho do cão, a caixa de transporte (transportadora) e o tipo de deslocação.
O que podes fazer e o que convém evitar durante a rota
Durante o percurso, há situações onde o ambiente marca o limite:
- As zonas urbanas exigem o controlo do cão em todos os momentos.
- As praias urbanas têm restrições fora das áreas habilitadas.
- O transporte público funciona com condições específicas segundo o tamanho e formato.
Adaptar-se a cada espaço faz com que o plano se mantenha estável e sem interrupções.
Como deslocar-se por Valência com cão
O metro pode condicionar o plano se viajas com cão. O acesso está limitado a animais pequenos, ou seja, com menos de 15 kg, sempre em transportadora e com o cartão "EMT Mascota", que requer trâmite prévio e tem um custo. Também podem viajar cães de assistência.
#TipCasual: Caminhar permite ligar melhor o Jardim do Túria, os bairros e as pausas do percurso, sem estar dependente das condições de acesso em cada troço.
Onde dormir para começar la rota sem mudar nada
Quando o dia termina, com areia nas patas e aquela calma que fica depois de ter percorrido a cidade, há uma decisão que influencia tudo o que vem a seguir.
Escolher bem onde dormir faz com que a rota comece antes de saíres.
In Valência, alojar-te perto do Jardim do Túria ou em zonas centrais facilita a deslocação a pé desde o primeiro momento. O percurso mantém a sua lógica sem interrupções, com parques, bairros e a costa ligados entre si.
Há cada vez mais hotéis que aceitam animais de estimação, mas quando há verdadeira paixão pelos patudos, nota-se.
Opções como Casual Vintage, Casual del Cine ou Casual Socarrat situam-se em plena Ciutat Vella, em pontos onde o plano encaixa desde o início. Sais à rua e já estás dentro do percurso.
Casual Natura ou Casual de las Civilizaciones ligam com zonas verdes e parques urbanos, ampliando o passeio sem mudar a sua dinâmica.
Mais além da localização, há algo que também soma conforto à viagem. Em todos os hotéis Casual, os animais de estimação até 25 kg (menos de 7 kg se for no Casual Natura) têm direito gratuitamente a uma caminha para descansar, o seu próprio conjunto de restaurante canino com comedouro e bebedouro incluídos, e um snack de boas-vindas para começar com o pé direito. Ou melhor, com a pata direita.
Quando o alojamento encaixa, o dia não começa ao sair.
Começa antes.
Opções que encaixam dentro do percurso
O autocarro (ônibus) permite trajetos pontuais em condições específicas, sobretudo com cães pequenos em transportadora. Funciona como apoio em momentos concretos, sem necessidade de depender dele durante toda la rota.
Quando o plano está bem traçado, a maior parte do percurso resolve-se caminhando.
Chaves básicas para que tudo flua durante o dia
Há pequenos detalhes que sustentam o percurso do princípio ao fim. Leva água, sacos, uma trela confortável e algum snack se o teu cão costuma precisar de pausas. Se tens pensado parar numa esplanada, uma manta leve também pode ajudar a que ele descanse sem ficar desconfortável no chão.
Em dias de calor, prioriza a sombra e os descansos antes de completar todos os pontos da rota. A melhor rota não é a que soma mais lugares, mas sim a que permite desfrutar sem que o teu cão termine esgotado.
Normativa e convivência em espaços partilhados
A Lei 7/2023 reforça a ideia de detenção e convivência responsável, mas numa rota urbana isso traduz-se em gestos muito concretos: levar o cão controlado, respeitar as zonas não habilitadas, evitar situações de risco e adaptar o passeio às suas necessidades.
#TipCasual: Nem todos os espaços funcionam da mesma forma. Parques, transportes, esplanadas e praias podem ter condições próprias. Revê-las antes de sair evita interrupções e torna o plano mais cómodo para todos.
Ajustes do plano segundo o dia e o ambiente
A rota funciona melhor quando se adapta ao dia. Se estiver calor, convém começar cedo e reservar os troços com mais sombra para as horas centrais. Se chover, podes reduzir o parque e a praia, e apoiar o plano em bairros com mais opções de pausa em espaços cobertos.
Se o teu cão não está habituado a caminhar muito, divide o percurso em dois blocos: manhã verde e tarde tranquila.
Percurso em dias de calor ou chuva
#TipCasual: Em dias de calor, o mais recomendável é fazer o Jardim do Túria de manhã e evitar o asfalto, a areia e as caminhadas longas ao meio-dia. As patas também sentem a temperatura do chão, por isso convém dar prioridade à sombra, às pausas e à água.
Se chover, Ruzafa e El Carmen podem funcionar como alternativa urbana, mas com expectativas realistas: o plano torna-se mais de passeio curto, café e pausa do que de rota longa. Nesse caso, Pinedo pode ficar para outro momento.
Zonas onde parar sem sair do percurso
Ruzafa pede-te para parar para almoçar ou tomar um café quase sem avisar: ruas com movimento, ambiente de bairro e vários locais pet-friendly para abrandar um pouco o ritmo. Pela zona, podes consultar sítios como Chick Shack, Circo Burger ou Matoque, que encaixam bem se quiseres fazer uma pausa sem te afastares demasiado do percurso.
El Carmen joga noutra liga, com praças pequenas, ruas históricas, grafítis e percursos curtos que te devolvem ao centro sem olhares muito para o mapa. Para uma paragem por esta zona, podes ter no radar o Mestizo, o Brunch Corner - La Virgen ou a La Fábrica de Huellas, locais onde comer, tomar algo ou fazer uma pausa com o teu cão.
No Túria, a pausa é mais simples e mais canina: sombra, banco, água e continuar quando a energia voltar. Se o passeio te levar em direção a Viveros ou à zona da Cidade das Artes, também podes avaliar o Somos Raro, entre o antigo leito do Túria e Viveros, ou o Centro Comercial Aqua se precisares de uma paragem mais prática.
#TipCasual: Antes de te sentares, confirma sempre se aceitam cães, se há espaço suficiente e se as condições se mantêm vigentes. Numa rota urbana, as pausas preventivas prolongam o dia e fazem com que o passeio seja muito mais proveitoso.
Opções se quiseres alargar a rota
Se tiveres mais tempo, podes alargar o plano em direção a ambientes mais naturais como Pinedo, El Saler, a horta valenciana ou a Albufera. No entanto, é melhor pensá-los como uma saída à parte, e não como um acrescento improvisado no final do dia.
Exigem maior deslocação, mais previsão e uma revisão prévia de acessos, normas e condições para ir com cão.
No caso de Pinedo, tem em conta que a zona canina costuma funcionar na época estival e com horário concreto. Antes de ir, revê datas, acessos, documentação e normas vigentes para evitar surpresas. A praia merece mais do que chegares com pressa depois de uma rota urbana longa.
#TipCasual: Se a ideia é uma escapadinha tranquila, podes fazer a Valência urbana num dia e reservar o segundo para a praia, natureza ou um passeio longo fora do centro.
Valência com cão, sem complicações
Valência tem uma forma própria de ser percorrida. Dimensão, clima e espaços que se ligam sem esforço.
Quando o percurso funciona, o plano muda. Menos decisões. Mais passeio. Mais tempo partilhado. Valência coloca o cenário. E o teu cão já sabia como ia acabar o dia desde que viu a trela.
Resumo do percurso num dia
O plano encaixa melhor quando se organiza por troços. A rota urbana pode ser feita caminhando, mas convém adaptá-la ao calor, ao tempo disponível e à energia do teu cão.
Rota pata ante pata
- Passeio pela rota histórica em El Carmen.
- Grande passeio no Jardim do Túria.
- Passagem por Ruzafa para comer, descansar ou tomar algo.
- Tarde flexível segundo o ritmo do dia.
- Troço verde em direção ao Parque Rio Túria, Parque de Cabecera e o Parque Central
- Extensão opcional a praias caninas, revendo sempre a época, horários e condições de acesso.
Zonas-chave do percurso
- El Carmen como pausa histórica e urbana.
- Jardim do Túria como eixo principal.
- Parque de Cabecera, Parque Rio Túria e Parque Central como troço verde alargado.
- Ruzafa como pausa gastronómica pet-friendly.
- Praias caninas como plano de mar flexível, apenas se as condições vigentes o permitirem.
Tempo recomendado
A rota urbana com parques, pausas e almoço pode ocupar grande parte do dia. Se点 juntares a praia, pensa numa jornada completa ou deixa esse plano como alternativa para outro dia.
Fontes consultadas
Para construir esta rota foram tidos em conta critérios reais de uso na cidade, a normativa vigente e os serviços oficiais de Valência:
- Lei 7/2023 de proteção dos direitos e do bem-estar dos animais.
- Metrovalencia, condições de acesso com animais.
- EMT Valencia, normativa para viajar com animais de estimação.
- Normativa municipal e uso de espaços públicos em Valência.
- Informação sobre praias caninas e espaços habilitados no litoral valenciano.
- Revisão de parques urbanos, zonas verdes e áreas caninas na cidade.
- Lei 7/2023, de 28 de março, de Proteção dos direitos e do bem-estar dos animais.
- Lei 2/2023, de 13 de março, da Generalitat, de Proteção, Bem-estar e Detenção de animais de companhia e outras medidas de bem-estar animal.
- Lei 50/1999, de 23 de dezembro, sobre o Regime Jurídico da Detenção de Animais Potencialmente Perigosos.
- Decreto Real 287/2002, de 22 de março, pelo qual se desenvolve a Lei 50/1999.
- Ordenança municipal sobre Detenção de Animais.
- Ordenança Municipal de Parques e Jardins.
- Ordenança Municipal de Proteção contra a Poluição Acústica.
- Ordenança Municipal de Limpeza Urbana.
Além disso, consideraram-se fatores práticos como horários de utilização, condições climáticas, comportamento do ambiente urbano e experiência real de percurso com cão, para garantir que a rota funcione na prática e não apenas no papel.
Lisboa, uma cidade linda da cabeça aos pés
Estes pisos de pedra, uma das joias mais emblemáticas da capital portuguesa, tornaram-se uma atração incontornável para quem tem a sorte de os pisar.
A calçada portuguesa, conhecida como "calçada portuguesa", é uma arte em si. Feitos de pedras irregulares, geralmente calcário ou basalto, eles são meticulosamente dispostos para formar intrincados padrões e padrões decorativos.
Este tipo de pavimentação tem as suas raízes nos séculos XV e XVI, mas foi o devastador terramoto de 1755 que marcou uma viragem na sua história. A cidade ficou em ruínas e a técnica da calçada portuguesa, pela sua complexidade e custo, caiu em desuso durante a árdua fase de reconstrução. No entanto, como uma fénix renascida das cinzas, a calçada portuguesa encontrou a sua redenção no século XIX, mais concretamente em 1842.
O impulso para reviver esta antiga tradição foi liderado pelo Tenente-General Eusébio Pinheiro Furtado, que liderou prisioneiros em trabalhos de pavimentação sob o seu comando como Governador das Armas do Castelo de São Jorge.
O que começou como um simples caminho em zigue-zague se transformou em algo inusitado e revolucionário para a época. A Praça do Rossio foi uma das primeiras áreas a experimentar o renascimento desta arte, e rapidamente a sua popularidade se espalhou por toda a cidade e além, conquistando até as colónias portuguesas.
É importante reconhecer o trabalho dos “calceteiros”, como são conhecidos em português os artistas e pavimentadores que realizam esta meticulosa tarefa. A sua dedicação e capacidade de dar vida a desenhos intrincados mereceu uma homenagem, e foi assim que em 2006 foi erguido um monumento ao "calceteiro" em frente à igreja de São Nicolau, na Rua da Vitória em Lisboa. Este monumento é uma lembrança eterna do seu talento e contribuição para a identidade cultural de Lisboa.
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